O Partido Socialista francês está correndo para evitar que o caso do deputado Philippe Brun atrapalhe a primária que vai definir o candidato do partido para a eleição presidencial de 2027. Brun foi suspenso do PS e afastado da disputa interna após uma ex-colaboradora fazer acusações contra ele.
O deputado do departamento de Eure não ficou quieto: na quarta-feira, ele convocou uma coletiva de imprensa e saiu na ofensiva. Segundo ele, tudo não passa de uma manipulação orquestrada para ‘matá-lo politicamente’.
O caso chega em um momento delicado para os socialistas, que estão tentando se reorganizar e ganhar relevância antes da corrida presidencial de 2027. Uma primária turbulenta é o que menos o partido precisa agora.
Com as acusações de um lado e a negação veemente de Brun do outro, o PS se vê numa sinuca de bico: agir rápido para proteger a imagem do partido, mas sem parecer que está condenando alguém antes de qualquer apuração formal.
Por enquanto, a suspensão e o afastamento da primária seguem mantidos. O desdobramento do caso vai depender de como o partido conduzir a apuração interna — e de quanto barulho Philippe Brun decidir fazer.
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Fonte: LEMONDE