França

França enfrenta onda de incêndios criminosos após verão devastador

O verão na França foi marcado por uma temporada histórica de incêndios florestais, e agora o país tenta entender o tamanho do problema do fogo criminoso. Desde o início da estação, 514 pessoas foram presas suspeitas de ter ateado fogo em florestas e áreas de vegetação — e o dado que choca: 198 dessas pessoas são menores de idade.

Entre os casos estão situações bem diferentes umas das outras. Um adolescente de 15 anos jogou uma bituca de cigarro acesa em uma mata perto de Bordeaux. Um homem de 36 anos colocou fogo em um saco de lixo de papel em arbustos perto de Perpignan. E uma mulher de 50 anos é acusada de ter iniciado nada menos que 17 incêndios ao sul de La Rochelle.

Segundo o Ministério do Interior francês, o verão de 2026 foi devastador: um recorde de 115 mil hectares de floresta, matagal e charneca viraram cinzas. Para se ter uma ideia, isso é uma área enorme destruída pelo fogo em poucos meses.

Especialistas estimam que cerca de um terço dos incêndios florestais na França são provocados intencionalmente, o que faz do crime de incêndio a maior causa individual de queimadas no país. Ou seja, não é só descuido — uma parcela significativa do problema tem dono e intenção.

Com números tão alarmantes, a pressão sobre as autoridades francesas para endurecer a resposta ao crime de incêndio deve aumentar. A questão agora é como o país vai equilibrar prevenção, fiscalização e punição para evitar que os próximos verões sejam tão — ou mais — destrutivos.

Tags: incêndios, frança, crime ambiental, verão 2026

Fonte: GUARDIAN_EUROPE

Não perca o cafezinho de amanhã

Receba todo dia às 07h um resumo das principais notícias da Europa em português, direto no seu email. De graça.