Desde 2013, o pedestal no começo da Avenida Taras Shevchenko, em Kyiv, está vazio. Foi lá que uma multidão derrubou e destruiu com marretadas a estátua de Lênin durante a Revolução do Maidan, que expulsou o governo pró-Rússia da Ucrânia.
Agora, o presidente Volodymyr Zelensky quer colocar alguém no lugar. Em junho, ele propôs erguer uma estátua de Ivan Mazepa, líder militar e político cossaco que rompeu com Moscou e lutou pela independência ucraniana. “Tenho certeza de que onde Lênin caiu, Mazepa ficará de pé”, disse Zelensky.
A proposta foi feita ao lado de um busto de Mazepa na Lavra de Pechersk, um antigo mosteiro de Kyiv que já foi alvo de mísseis russos. A escolha do local não foi por acaso — é uma forma de reforçar o simbolismo da resistência ucraniana.
A retirada de estátuas da era soviética ganhou força depois que a Rússia anexou a Crimeia em 2014, e acelerou ainda mais após a invasão de 2022. O movimento faz parte de uma reflexão mais ampla dos ucranianos sobre sua própria identidade e história.
Se a proposta avançar, Mazepa ocupará um dos espaços mais simbólicos de Kyiv — um lembrete, em pedra, de que a Ucrânia quer contar sua própria história, longe da narrativa soviética e russa.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE