A Ucrânia disparou mais de 400 drones em direção a Moscou, segundo o prefeito da cidade. Os ataques causaram incêndio no parque industrial Yuzhnye Vrata — mais um depósito da Wildberries, rede de e-commerce russa que a Ucrânia acusa de estar envolvida no esforço de guerra. Um depósito de petróleo na cidade de Podolsk, a cerca de 20 km de Moscou, também pegou fogo. O presidente Zelensky confirmou que as forças ucranianas ainda atingiram instalações logísticas, um depósito de petróleo na região de Moscou, dois navios da frota-sombra russa e quatro cargueiros no Mar Negro.
Do outro lado, a Rússia não ficou parada: atacou Kyiv e outras cidades ucranianas com mísseis balísticos. Em Odesa, um ataque a infraestrutura matou pelo menos três pessoas e feriu outras três. Mortes também foram registradas nas cidades de Pavlograd e Kramatorsk, e na região de Zaporizhzhia. Só em julho, os bombardeios russos já mataram 28 pessoas na região de Odesa, segundo o governador local, Oleh Kiper.
Segundo o think tank Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), a Rússia lançou em julho mais mísseis balísticos contra a Ucrânia do que consegue produzir em um mês. Ou seja, o país está mexendo nos seus estoques para manter o ritmo de ataques — e isso é relevante porque mísseis balísticos têm taxa de sucesso maior do que drones e mísseis de cruzeiro.
No front político ucraniano, o comandante-chefe do exército, Oleksandr Syrskyi, deve perder o cargo em breve. A demissão seria uma espécie de resposta às protestos gerados pela saída do ministro da Defesa Mykhailo Fedorov na semana passada. O chefe de gabinete de Zelensky, Kyrylo Budanov, disse que “a posição do público foi ouvida” e que tudo está sendo resolvido “de forma profissional e construtiva”. O estado-maior negou oficialmente, mas uma fonte das forças armadas confirmou que a saída de Syrskyi já está decidida.
A guerra também está atingindo embarcações civis no Mar Negro. Um cargueiro com bandeira de Guiné-Bissau foi atacado por forças russas ao sair do porto de Odesa, matando 10 tripulantes, entre eles cinco sírios. Outro navio, o MV Golden Leo, foi atingido na mesma região, e a Índia confirmou que quatro de seus cidadãos morreram no ataque. A Síria também se manifestou, condenando os ataques repetidos a embarcações com marinheiros sírios a bordo.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE