Uma história que já era confusa ficou ainda mais intrigante: o caso da suspeita de ter colocado uma bomba na porta de um oligarca ucraniano em Mônaco ganhou um capítulo sombrio. Em tribunal, vieram à tona detalhes sobre o assassinato da própria suspeita — e as evidências apontam para o envolvimento dos serviços de inteligência da Ucrânia.
A polícia francesa identificou Anastasia Berezovska como a mulher flagrada por câmeras de segurança deixando uma mochila na entrada de um prédio em Mônaco. A mochila explodiu e feriu o empresário ucraniano Vadym Iermolaiev, que saía do edifício com a parceira e o filho de 13 anos.
O que complicou tudo foi o que veio depois: um oficial de inteligência militar admitiu em juízo ter presenciado o assassinato de Berezovska. Ou seja, a principal suspeita do atentado acabou sendo morta — e agora há indícios de que quem mandou matar foi o próprio aparato de segurança de Kyiv.
O caso levanta questões sérias sobre operações clandestinas ucranianas em solo europeu, especialmente num momento em que a Ucrânia busca apoio internacional. A ligação entre os serviços secretos e o assassinato de uma suspeita num país terceiro é o tipo de coisa que pode gerar um baita desgaste diplomático.
Por enquanto, as investigações seguem abertas tanto na França quanto em Mônaco, e o envolvimento exato das agências ucranianas ainda está sendo apurado. Esse caso tem tudo para render mais capítulos — fique de olho.
Tags: ucrânia, mônaco, espionagem, oligarca, atentado
Fonte: GUARDIAN_EUROPE