Europa

O ‘julgamento do século’ em Malta revive o caso da jornalista assassinada Daphne Caruana Galizia

Começou esta semana em Valletta, capital de Malta, o julgamento considerado o mais importante da história do país. No banco dos réus está Yorgen Fenech, um empresário influente de uma família poderosa, acusado de ter encomendado o assassinato da jornalista investigativa Daphne Caruana Galizia, morta em 2017.

O caso voltou a dominar o debate público maltês quase nove anos depois do crime. Fenech é defendido por Giannella de Marco, uma advogada criminalista bastante requisitada — e filha de Guido de Marco, ex-presidente de Malta, cuja estátua de bronze fica justamente na entrada do tribunal onde o julgamento acontece.

Daphne Caruana Galizia era conhecida por suas investigações corajosas e tinha inimigos em altos escalões do poder. Ela foi morta em outubro de 2017 por uma bomba colocada no carro dela, um crime que chocou Malta e gerou repercussão internacional, levantando questões sérias sobre liberdade de imprensa e corrupção no país.

O fato de o acusado ser uma figura do establishment maltês, de família influente, dá ao julgamento um peso político e simbólico enorme. Para muitos, o processo representa uma chance de finalmente responsabilizar quem estava por trás do crime — e não apenas os executores, que já foram condenados anteriormente.

O julgamento promete ser longo e está sendo acompanhado de perto tanto dentro quanto fora de Malta. A expectativa é que novas informações venham à tona sobre as motivações do crime e sobre possíveis conexões com o poder político e econômico do país.

Tags: malta, daphne caruana galizia, jornalismo, assassinato, julgamento

Fonte: GUARDIAN_EUROPE

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