Um novo estudo sobre o fungicida fluazinam chegou a conclusões bem diferentes das pesquisas anteriores: a substância pode ter efeitos no desenvolvimento cerebral. Com isso, ativistas e pesquisadores estão pedindo que o produto seja retirado do mercado europeu.
O ponto central da polêmica é uma reanálise de um estudo antigo sobre neurotoxicidade. Pesquisadores repetiram os testes e encontraram resultados significativamente diferentes dos originais, o que acende um sinal de alerta sobre a segurança do produto.
Lá atrás, em 2005, um estudo feito pelo laboratório Huntingdon Life Sciences — a pedido da ISK, fabricante do fluazinam — testou os efeitos do fungicida em ratas grávidas. A conclusão na época foi que não havia efeitos estatisticamente significativos no desenvolvimento cerebral dos filhotes.
Agora, com os novos achados contradizendo aquele relatório original baseado em dados do próprio fabricante, a credibilidade do processo de aprovação da substância entra em xeque. O fluazinam segue aprovado para uso na União Europeia.
A pressão para que o produto seja retirado do mercado deve crescer com a divulgação desse estudo. O caso também levanta uma questão maior: até que ponto os processos regulatórios europeus dependem de pesquisas financiadas pelas próprias empresas?
Tags: pesticidas, saúde, meio ambiente, união europeia
Fonte: GUARDIAN_EUROPE