A Armênia foi às urnas em uma eleição que pode definir os rumos do país por anos: ficar mais próxima da Europa ou retomar os laços históricos com a Rússia. O pleito está sendo acompanhado de perto tanto por Moscou quanto pela União Europeia, e o resultado promete mexer com o tabuleiro geopolítico da região.
O favorito é o primeiro-ministro Nikol Pashinyan, do partido Contrato Civil, que nos últimos anos vem conduzindo a Armênia numa aproximação clara com o Ocidente. Do outro lado, três candidatos da oposição defendem uma volta às boas graças de Moscou — e o principal deles, Samvel Karapetyan, é um bilionário armênio-russo que fez grande parte da sua fortuna na Rússia.
O detalhe curioso é que Karapetyan precisou fazer campanha de dentro da sua mansão nos arredores de Yerevan, já que está em prisão domiciliar. Não é exatamente o cenário ideal para quem quer convencer o eleitorado de que é a melhor opção para liderar o país.
A eleição acontece num momento de grande tensão para a Armênia, que historicamente dependeu da Rússia para segurança e apoio político. Nos últimos anos, porém, o governo Pashinyan foi se distanciando de Moscou — especialmente após a guerra pelo Nagorno-Karabakh, que abalou a confiança armênia na proteção russa.
Se Pashinyan confirmar o favoritismo, a Armênia deve continuar sua guinada em direção à Europa, o que representaria uma mudança significativa para um país que por décadas foi considerado um aliado fiel de Moscou. O mundo — e especialmente Bruxelas e o Kremlin — está de olho no resultado.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE