Um documento oficial datado de 10 de fevereiro confirmou que havia uma instrução explícita para não avisar pessoas em situação de rua antes de retirar seus pertences. O texto deixa claro que os agentes não precisavam ir antes ao local para informar ninguém.
A ata traz a seguinte frase direta: “Não é necessário ir previamente para dar aviso dos pontos, nem é necessário ir avisar.” Ou seja, a orientação era agir sem qualquer comunicação prévia com as pessoas afetadas.
Esse tipo de prática levanta questões sérias sobre o respeito à dignidade das pessoas em situação de vulnerabilidade. Retirar os pertences de alguém sem aviso prévio pode deixar essas pessoas sem documentos, medicamentos ou itens essenciais para sobreviver.
A existência de um documento formal com essa instrução sugere que a conduta não era um caso isolado, mas sim uma política deliberada — o que torna a situação ainda mais grave do ponto de vista dos direitos humanos.
Com a ata agora confirmada, é provável que o caso ganhe mais atenção das autoridades e de organizações que atuam na defesa dos direitos de pessoas sem-teto. A pressão por uma revisão dessa prática deve aumentar nos próximos dias.
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Fonte: ELPAIS