Depois dos vendavais do inverno, três regiões dos Pirineus espanhóis ficaram com um problemão nas mãos: cerca de 44 mil toneladas de madeira caída espalhadas pela floresta. O número é o triplo do que as autoridades esperavam no começo, e a limpeza está avançando bem mais devagar do que o desejado.
Três comarcas da região pirenaica são as mais afectadas pelos temporais e precisam retirar toda essa madeira derrubada pelo vento. O processo, porém, esbarra em uma combinação pouco animadora: neve que ainda cobre parte das áreas, excesso de burocracia para autorizar os trabalhos e, para piorar, uma escassez de empresas especializadas em serviços florestais na região.
A situação foi comparada a um jogo de ‘mikado’ — aquele de palitinhos onde você precisa tirar uma peça sem mexer nas outras. No caso das árvores, a dificuldade é real: os troncos caídos ficam uns sobre os outros de forma caótica, tornando a retirada tecnicamente complicada e perigosa para as equipes que trabalham no local.
O acúmulo de madeira não tratada representa um risco sério: além de dificultar o acesso às florestas, o material pode virar combustível fácil para incêndios florestais no verão, além de favorecer o aparecimento de pragas e insetos que atacam árvores ainda saudáveis ao redor.
A expectativa é que os trabalhos avancem conforme a neve derrete e as condições climáticas melhoram, mas o ritmo ainda preocupa as autoridades locais. Com tantos obstáculos empilhados — literalmente e figurativamente —, a limpeza completa deve levar bem mais tempo do que o planejado inicialmente.
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Fonte: ELPAIS