A Turquia realizou uma grande operação policial contra a comunidade LGBTQ+ do país, prendendo mais de 150 pessoas durante protestos contra as ações. As autoridades também detiveram jornalistas que cobriam os eventos, ampliando o alcance da repressão.
As batidas começaram nas primeiras horas de domingo, com a polícia turca agindo simultaneamente em escritórios de organizações de direitos LGBTQ+ e grupos de defesa contra o HIV. As cidades atingidas foram Istambul, Ancara, Izmir, Aydın e Mersin.
O governo justificou as ações com base em leis de obscenidade, com o ministro responsável afirmando que o objetivo era ‘proteger as famílias’. É mais um capítulo de uma série de restrições que a Turquia vem impondo à comunidade LGBTQ+ nos últimos anos.
Além dos ativistas presos durante as batidas, manifestantes que foram às ruas protestar contra as prisões também acabaram detidos, com uso de gás lacrimogêneo para dispersar as multidões. A inclusão de jornalistas na lista de detidos acendeu um alerta extra sobre a liberdade de imprensa no país.
A situação coloca ainda mais pressão sobre a Turquia no que diz respeito aos direitos humanos, especialmente em um momento em que o país mantém relações tensas com a União Europeia. O desenrolar das investigações e o destino dos detidos devem ser acompanhados de perto nas próximas semanas.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE