Mundo

Ex-integrante do Pussy Riot revela que foi recrutada pelo serviço secreto russo para espionar ativistas

Rita Flores, artista e ativista russa de 29 anos e ex-membro do coletivo Pussy Riot, contou em sua primeira entrevista à mídia desde que fugiu da Rússia como foi recrutada pelo FSB, o serviço de segurança russo. Ela ficou três anos sendo controlada por agentes da organização — e só conseguiu romper essa relação quando deixou o país no mês passado.

No começo, veio a chantagem e as ameaças de morte para forçar a cooperação dela. Depois, as tarefas foram ficando cada vez mais pesadas: primeiro era para informar sobre outros ativistas, depois para extrair informações pessoais de artistas com perfil de protesto. Por fim, chegaram a envolvê-la em um plano para sequestrar e assassinar um inimigo do Kremlin.

O Pussy Riot é um coletivo russo de artivismo e protesto, famoso mundialmente por suas performances provocativas contra o governo de Vladimir Putin. O grupo virou símbolo de resistência, especialmente após a prisão de algumas de suas integrantes em 2012, o que gerou enorme repercussão internacional.

O caso de Rita Flores expõe uma prática que autoridades e organizações de direitos humanos já denunciam há anos: o uso do FSB para infiltrar, monitorar e desmantelar grupos de oposição e ativismo dentro da Rússia, usando coerção e ameaças contra pessoas vulneráveis.

A entrevista de Rita é a primeira que ela concede desde que saiu da Rússia, e promete lançar mais luz sobre os métodos do serviço secreto russo contra dissidentes. O caso deve aumentar a pressão internacional sobre Moscou e reacender o debate sobre a segurança de ativistas que ainda vivem no país.

Tags: pussy riot, fsb, ativismo, rússia, espionagem

Fonte: GUARDIAN_EUROPE

Não perca o cafezinho de amanhã

Receba todo dia às 07h um resumo das principais notícias da Europa em português, direto no seu email. De graça.