A extrema direita alemã acaba de vencer as eleições estaduais na Saxônia-Anhalt, e o país está em choque. O partido AfD (Alternativa para a Alemanha) saiu vitorioso no estado, que fazia parte da antiga Alemanha comunista, e os comentaristas políticos alemães não estão conseguindo esconder o desespero.
A imprensa e analistas descreveram o resultado com palavras pesadas: ‘catástrofe’, ‘terremoto político’, ‘incêndio de cinco alarmes’. A sensação é de que o establishment democrático alemão está sem chão, sem saber direito como reagir ao avanço da extrema direita.
O contexto histórico pesa muito aqui. A Alemanha construiu, ao longo de décadas desde o pós-guerra, uma série de barreiras políticas e culturais contra o ressurgimento da extrema direita — o chamado ‘firewall’. A vitória da AfD na Saxônia-Anhalt é vista por muitos como uma rachadura séria nessa proteção.
O chanceler Friedrich Merz está no centro das críticas. Muitos alemães temem que ele seja o homem errado para enfrentar esse momento tão delicado, e que suas escolhas políticas possam estar, na verdade, enfraquecendo ainda mais as defesas democráticas do país contra o extremismo.
A pergunta que fica no ar é: o que vem a seguir? Se o ‘firewall’ democrático da Alemanha continuar cedendo, as consequências podem ir muito além das fronteiras do país — afetando o equilíbrio político de toda a Europa.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE