França

Calor de 35°C dentro das salas de aula: escolas na França suspendem aulas em setembro pela primeira vez

Uma semana depois do início do ano letivo, escolas nos departamentos de Gard e Hérault, no sul da França, tiveram que suspender as aulas por causa do calor extremo. Foi a primeira vez que isso aconteceu em setembro — mês que, em teoria, já deveria ter temperaturas mais amenas por lá.

O problema é simples e sufocante: salas de aula chegando a 35°C, o que torna impossível qualquer tentativa de concentração — tanto para os alunos quanto para os professores. Ninguém estava esperando por isso tão cedo no ano.

Esse tipo de suspensão de aulas por motivo climático já havia acontecido antes na França, mas sempre associado ao calor do verão, antes das férias de agosto. Setembro era considerado um mês seguro. A mudança de padrão pegou todo mundo de surpresa.

Os professores estão frustrados e não escondem: a crítica principal é a falta de planejamento para lidar com essas situações. O pessoal docente denuncia que as crises climáticas nas escolas continuam sendo gerenciadas de forma improvisada, sem um protocolo claro.

A tendência é que episódios como esse se tornem cada vez mais frequentes com as mudanças climáticas, o que aumenta a pressão para que o governo francês crie políticas concretas de adaptação nas escolas — como ventilação adequada, horários flexíveis ou estruturas mais resistentes ao calor.

Tags: calor extremo, educação, mudanças climáticas, frança, escolas

Fonte: LEMONDE

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