A Europa já foi um símbolo do idealismo liberal — aquela sensação de que o mundo caminhava para mais tolerância, cooperação entre nações e prosperidade compartilhada. Mas esse otimismo está sendo corroído por forças que trabalham juntas para sufocar esse projeto por mais uma geração: partidos de extrema direita, a ideologia Maga e dinheiro do Kremlin.
O colunista Rafael Behr abre o texto com uma citação poderosa de Stefan Zweig, escritor austríaco que descreveu nos anos 1930 o mesmo tipo de confiança excessiva que existia na Viena do final do século 19 — logo antes de tudo desabar com o nacionalismo assassino. Zweig, judeu exilado, se suicidou em 1942 sem ver o fascismo ser derrotado.
A comparação não é por acaso: o texto sugere que a Europa atual vive um nível de complacência parecido com o que Zweig descreveu da sua infância — uma sensação de que ‘está tudo bem’ que pode ser perigosamente enganosa. O renascimento liberal do pós-guerra foi tão completo que gerou uma certa acomodação.
Agora, esse legado está ameaçado por uma combinação de extremismo doméstico, influência estrangeira e uma direita radical que avança eleitoralmente em vários países europeus. A sensação é de que o relógio está correndo e as democracias liberais precisam agir antes que seja tarde demais.
O artigo não traz soluções prontas, mas funciona como um alerta: ignorar os sinais históricos já foi um erro antes, e repetir esse padrão pode ter consequências sérias para o futuro da democracia no continente.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE