A Islândia decidiu, por uma margem bem apertada de 52,8% a 47,2%, não reabrir as negociações de adesão à União Europeia. O resultado é um baque para Bruxelas, sem dúvida, mas está longe de ser um portão batido na cara da Europa.
O placar mostra que quase metade dos islandeses queria sentar à mesa das negociações. Não dá pra chamar isso de rejeição em massa ao projeto europeu — é mais uma hesitação do que uma virada de costas.
Para a UE, a Islândia era um candidato dos sonhos: pequena, estável, rica e bem posicionada no Ártico, uma região cada vez mais disputada geopoliticamente. Bruxelas estava na torcida, já que uma vitória do ‘sim’ daria um gás enorme ao movimento de ampliação da União.
Mas comparar o resultado a um Brexit é forçar muito a barra. Ao contrário do Reino Unido em 2016, os islandeses não votaram para se isolar — o país já tem laços profundos com o bloco por outros caminhos, sem ser membro formal.
O que esperar agora? A Islândia continua integrada à Europa de várias formas e o debate sobre adesão não vai desaparecer. Com uma margem tão pequena, nada impede que o assunto volte à mesa no futuro.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE