Sabe aquelas fotos perfeitas de verão europeu que lotam o Instagram — enseadas azuis na Grécia, sardinhas na brasa, selfie na varanda de um Airbnb em Paris com taça de vinho na mão? Pois é, a colunista Brigid Delaney questiona se esse sonho ainda faz sentido em tempos de crise climática.
O problema é concreto: dormir num prédio histórico no centro antigo de qualquer cidade europeia, sem ar-condicionado, virou algo parecido com passar a noite dentro de um forno de pizza a lenha. As temperaturas absurdas do verão estão transformando a experiência real bem longe daquela versão filtrada das redes sociais.
O artigo foi publicado justamente no fim do verão europeu, quando essa enxurrada de posts paradisíacos começa a diminuir. A autora usa o contraste entre quem vê as fotos de longe — esperando no ponto de ônibus na chuva de inverno — e quem está lá na farra, suando em cidades medievais sem ventilação.
A crise climática está mudando a cara do turismo europeu de forma bem prática: cidades históricas não foram construídas para suportar as ondas de calor que estão se tornando cada vez mais frequentes e intensas no continente. O charme do ‘antigo’ vira desconforto real quando o termômetro estoura.
A pergunta que fica no ar é se o ‘Euro summer’ como conceito aspiracional — e como fenômeno do Instagram — sobrevive quando a realidade no chão é tão diferente da imagem vendida. A tendência é que viajantes comecem a repensar destinos, épocas do ano e expectativas diante de verões cada vez mais extremos.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE