Na noite de 15 de agosto, enquanto dezenas de milhares de pessoas enchiam as ruas do centro de Messina para um festival religioso, pelo menos dois homens aproveitaram o movimento longe do museu regional da cidade para cometer um roubo ousado. Eles cortaram a cerca do museu, localizado alguns quilômetros ao norte, na periferia da cidade portuária siciliana.
Com pé de cabra na mão, os ladrões arrombaram uma porta lateral e chegaram direto a uma vitrine especial. De lá, levaram cinco painéis sobreviventes do políptico ‘Polittico di San Gregorio’, do mestre renascentista Antonello da Messina — considerada a obra mais importante dele, do século XV — além de uma pequena pintura de dois lados. Tudo isso sem ser incomodados.
Antonello da Messina é um dos grandes nomes da pintura renascentista italiana, e o ‘Polittico di San Gregorio’ é uma peça de valor histórico e artístico imenso. O museu regional de Messina guardava esses painéis como um dos seus tesouros mais preciosos.
O que intriga os investigadores é justamente a forma como o crime foi executado com tanta tranquilidade — e o fato de que parte da obra foi deixada para trás, o que levanta dúvidas sobre a motivação e o planejamento dos ladrões. Por enquanto, as autoridades estão sem respostas claras sobre como o roubo foi possível.
As investigações seguem em andamento, mas até agora nenhum suspeito foi identificado publicamente. O caso levanta questões sérias sobre a segurança de museus italianos, especialmente em datas de grande movimentação popular, quando a atenção das autoridades está voltada para outros pontos da cidade.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE