A crise migratória em Ceuta está se arrastando mais do que o necessário por causa de uma disputa sobre onde alojar os migrantes que chegaram à cidade espanhola. O governo central avisou: quanto antes forem definidos locais viáveis para acomodar essas pessoas, mais rápido elas poderão ser devolvidas.
O ponto central do conflito é a recusa do presidente de Ceuta, Juan Vivas, em usar os poliesportivos da cidade como abrigos temporários. Ele chegou a ameaçar se acorrentar em protesto, o que só jogou mais lenha na fogueira e aumentou a tensão com o governo de Madrid.
O executivo central não está nada contente com a postura de Vivas. A avaliação em Madrid é que a intransigência local está atrasando uma solução que, na prática, dependeria de cooperação entre as duas esferas de governo para funcionar.
Enquanto isso, a crise se prolonga e os migrantes continuam sem um lugar adequado para ficar enquanto seus casos são analisados. A falta de acordo sobre os espaços físicos está travando todo o processo administrativo e humanitário.
A tendência é que a pressão do governo central aumente sobre as autoridades locais de Ceuta para que aceitem alguma solução de acomodação. Sem esse acordo, dificilmente a situação vai se resolver no curto prazo.
Tags: ceuta, migração, espanha, crise migratória
Fonte: ELPAIS