Logo ao amanhecer em Sevastopol, uma bomba escondida dentro de uma lixeira explodiu em uma praça tranquila de um bairro residencial da cidade portuária da Crimeia, ocupada pela Rússia. A explosão, equivalente a cerca de 500g de TNT, aconteceu no dia 13 de agosto e matou Robert Shageev, vice-comandante de uma brigada de submarinos da Frota russa do Mar Negro, no momento em que ele passava pelo local com seu uniforme naval.
A acusada de ter plantado a bomba é Margarita Reutt, uma mulher descrita por muitos ao seu redor como completamente comum e fora do perfil de quem se esperaria um ato desse tipo. Shageev, a vítima, era um desertor ucraniano que havia se passado para o lado russo, o que torna o caso ainda mais complexo do ponto de vista político e militar.
Amigos próximos de Margarita dizem estar chocados com a acusação, sem conseguir acreditar que ela seria capaz de algo assim. Por outro lado, outras pessoas que a conhecem descrevem uma personalidade teimosa e determinada, com disposição para levar qualquer plano até o fim, independentemente das dificuldades.
O atentado ocorre em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia, num contexto em que a Crimeia — anexada pela Rússia em 2014 — tem sido palco de ações de sabotagem e operações de inteligência. A morte de um oficial militar russo nessa região tem peso simbólico e estratégico considerável.
O caso ainda está em desenvolvimento, e os detalhes sobre a motivação de Margarita e sua possível ligação com serviços de inteligência ucranianos ou outros grupos não foram completamente esclarecidos. A investigação promete revelar mais sobre como uma pessoa aparentemente comum pode estar no centro de um episódio tão dramático da guerra.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE