Mesmo com o pagamento por aproximação dominando o dia a dia de quem vive na Europa, a quantidade de cédulas em circulação na União Europeia está crescendo. Os dados mostram que o valor total de notas físicas subiu de 1 bilhão de euros em 2016 para 1,6 bilhão em 2026.
A informação foi divulgada por Philip Lane, economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), durante a conferência MacGill Summer School, na Irlanda. Segundo ele, as pessoas estão guardando dinheiro em espécie como reserva de emergência — não necessariamente para usar no supermercado.
O contexto ajuda a entender o movimento: incêndios florestais devastando partes da Europa, tensões de guerra e o medo de ataques cibernéticos estão deixando muita gente preocupada com situações em que a internet cai e o pagamento digital simplesmente não funciona.
A lógica é simples: se a rede elétrica cair, se o banco for hackeado ou se você precisar fugir de uma área de risco, ter um dinheirinho guardado em casa pode fazer toda a diferença. As autoridades europeias inclusive têm recomendado que as pessoas mantenham uma reserva em dinheiro físico.
A tendência mostra que, por mais que a tecnologia avance, o dinheiro de papel ainda tem um papel importante — especialmente quando o mundo parece cada vez mais imprevisível. A expectativa é que essa demanda por reservas em espécie continue enquanto as incertezas persistirem.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE