Faten Ben Omar El Azizi era jogadora de futebol no Marrocos e sonhava com uma vida melhor na Europa. No mês passado, ela morreu afogada durante a travessia ilegal em massa para Ceuta, o enclave espanhol no norte da África — uma das quase 150 pessoas que perderam a vida nessa tentativa.
O detalhe mais cruel de tudo: no mesmo dia em que Faten morreu, a mãe dela recebeu a notícia de que a filha tinha acabado de ser aprovada no visto para entrar legalmente na Espanha. A tragédia e a esperança chegaram juntas, no pior momento possível.
Faten jogava pelo Maghreb Atlético Tetuán, time da liga regional marroquina cujo uniforme é inspirado nas cores do Atlético de Madrid. O futebol era sua paixão e, pelo jeito, também sua conexão com o sonho europeu que nunca chegou a se realizar.
A travessia para Ceuta faz parte de uma rota migratória perigosa e frequente. Milhares de pessoas tentam cruzar ilegalmente para esse território espanhol em busca de melhores condições de vida, muitas vezes arriscando — e perdendo — a própria vida no processo.
O caso de Faten virou símbolo da crueldade das circunstâncias que cercam a migração irregular: pessoas que buscam uma saída desesperada enquanto os caminhos legais existem, mas chegam tarde demais. A história levanta questões sobre como os países europeus lidam com pedidos de visto e com a crise migratória no Mediterrâneo.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE