A Praça Schuman, bem no coração do bairro europeu de Bruxelas, passou por uma grande reforma que prometia transformar a antiga rotatória caótica em uma espécie de ágora urbana — um espaço verde, tranquilo e simbólico para o projeto europeu. Pelo menos era o que diziam os planos.
O resultado, segundo os críticos, foi bem diferente: uma enorme extensão de concreto com quase nenhuma árvore ou sombra, que já ganhou o apelido nada lisonjeiro de ‘maior frigideira da Europa’. O número de carros até diminuiu e o calçamento ficou bonitinho, mas a grande estrela do projeto — uma cobertura de aço com teto verde — nunca saiu do papel.
A visão original era ambiciosa. Um ex-chefe do governo de Bruxelas chegou a descrever o espaço renovado como ‘um símbolo que bate como o coração do projeto europeu’. Arquitetos tinham desenhado algo bem mais sofisticado do que o que foi entregue.
O que impediu a execução completa foi uma combinação clássica de briga política e custos nas alturas. A disputa entre as partes envolvidas fez com que elementos centrais do projeto fossem cortados ao longo do caminho, deixando a praça pela metade.
O caso virou um exemplo do que pode dar errado quando ambição urbanística encontra a realidade da política europeia. Por enquanto, quem passar pela Schuman vai ter que se contentar com o sol batendo direto — sem sombra, sem cobertura e sem o símbolo que prometiam.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE