A Europa está de novo na mira de uma série de ataques suspeitos ligados à Rússia, e os governos do continente estão correndo para encontrar formas de responder. O problema é velho conhecido desde o início da guerra na Ucrânia: como punir Moscou por ações que ficam propositalmente abaixo do limite de um conflito convencional?
Só no último mês, um drone carregado de explosivos foi encontrado ao lado de um avião de carga ucraniano no aeroporto de Leipzig, na Alemanha. A Polônia também enfrentou suspeitas de sabotagem, e uma série de explosões e incêndios inexplicáveis atingiu instalações de defesa que abastecem a Ucrânia em vários países europeus.
Essa estratégia de “guerra híbrida” é justamente a aposta de Moscou: agir nas sombras, sem cruzar a linha que obrigaria uma resposta militar direta da Otan ou dos países europeus. Desde 2022, os governos ocidentais têm travado com isso, sem conseguir uma solução clara.
Agora, porém, a sensação é de que a paciência está acabando. Os governos europeus parecem dispostos a agir com mais rapidez para impor custos reais à Rússia por esses ataques, mesmo que o caminho exato ainda não esteja definido.
A tendência é que o tema ganhe cada vez mais espaço nas discussões de segurança europeia nos próximos meses. Com os ataques se intensificando, a pressão por respostas concretas — diplomáticas, econômicas ou de outro tipo — só tende a crescer.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE