O presidente francês Emmanuel Macron ligou para Zelensky e prometeu acelerar a entrega de mísseis interceptores para a Ucrânia, que está sofrendo com uma grave escassez de defesa aérea. Os dois líderes também falaram sobre licenciar Kiev para fabricar os próprios mísseis, incluindo o sistema SAMP/T e o míssil de cruzeiro SCALP. Macron ainda expressou “horror e emoção” pelo ataque russo a um shopping center em Kryvyi Rih, que deixou 16 mortos.
A França faz parte de uma coalizão de 10 países europeus que estão desenvolvendo um sistema antimíssil balístico como alternativa mais barata ao Patriot americano — o único sistema no arsenal ucraniano capaz de derrubar os mísseis balísticos hipersônicos que a Rússia vem usando. Esses mísseis são tão rápidos que a população quase não tem tempo de chegar a abrigos subterrâneos quando o alerta soa.
Enquanto isso, a diplomacia com os EUA travou: Washington está focado no conflito com o Irã e deixou de intermediar conversas entre Kiev e Moscou. Do lado russo, Putin declarou no sábado que os ataques ucranianos contra infraestrutura econômica abriram uma “caixa de Pandora” de retaliações. A Rússia disparou um míssil balístico contra Kiev justamente enquanto o chanceler alemão Johann Wadephul estava na cidade em visita oficial a Zelensky — dois civis morreram no distrito de Boryspil.
Os ataques ucranianos com drones também causaram baixas do lado russo: pelo menos 10 pessoas morreram em alvos na Rússia e em territórios ocupados, incluindo um armazém da Ozon, segunda maior varejista online do país. Na Crimeia, um drone ucraniano atingiu um ônibus urbano em Sevastopol, matando duas pessoas e ferindo outras dez. Na região de Luhansk, dois civis morreram, entre eles um adolescente de 16 anos.
A Coalizão dos Dispostos — iniciativa liderada por França e Reino Unido — se reúne na segunda-feira para discutir como aumentar a pressão sobre Moscou. Com os ataques russos empurrando as mortes civis ao nível mais alto desde o início da invasão, a expectativa é de que os aliados europeus anunciem novos compromissos concretos de apoio militar à Ucrânia.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE