Espanha

Wafae nadou até Ceuta fugindo da ‘mentalidade’ do Marrocos — e diz que não quer voltar

Wafae Atid, marroquina de 28 anos, entrou na cidade espanhola de Ceuta a nado e chamou atenção ao dizer que não é uma emigrante econômica. Ela conta que viu na chegada massiva de pessoas uma janela de oportunidade depois de não conseguir visto para entrar na Espanha pelos meios legais.

Segundo ela, já trabalhou em outros países, como Emirados Árabes Unidos e Qatar, o que mostra que tinha experiência fora do Marrocos antes de tentar a travessia. Mesmo assim, a via legal para a Europa não se abriu para ela, e a chegada em massa virou uma saída possível.

Wafae deixou claro que o motivo para não querer voltar ao Marrocos vai além da situação financeira. Ela fala abertamente que aborrece a ‘mentalidade’ do país e que existem ‘outras razões’ pessoais por trás da decisão de cruzar a fronteira dessa forma.

O caso dela acende um debate importante: nem todo mundo que chega de forma irregular à Europa está fugindo de pobreza extrema. Questões culturais, sociais e de liberdade pessoal também empurram pessoas a arriscarem travessias perigosas em busca de uma vida diferente.

A história de Wafae ainda está se desdobrando, mas já provoca reflexão sobre como a Europa lida com perfis diversos de migrantes — e se as políticas de visto conseguem enxergar além da dimensão econômica na hora de avaliar pedidos.

Tags: migração, ceuta, marrocos, espanha, fronteira

Fonte: ELPAIS

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