Europa

O que Andy Burnham pode aprender com Pedro Sánchez? O esquerdista que sobreviveu na Europa

Pedro Sánchez virou uma espécie de unicórnio na política europeia: um premier de esquerda que não só sobreviveu como se consolidou no poder. Desde junho de 2018 governando a Espanha, ele implementou uma série de políticas progressistas e ganhou projeção internacional como uma das poucas vozes de esquerda no cenário global.

Nos últimos tempos, Sánchez tem sido bastante vocal em temas polêmicos — chamou a guerra do Irã promovida pelo governo Trump de ‘cortina de fumaça para esconder o fracasso’ e classificou as ações de Israel em Gaza como ‘extermínio de um povo indefeso’. A imprensa internacional chegou a apelidá-lo de El Guapo, o bonitão, o que certamente não atrapalha sua imagem.

O contexto é que a esquerda europeia tem sofrido bastante nos últimos anos, com líderes progressistas tropeçando em vários países. A pergunta que surge é: o que Sánchez faz de diferente? Segundo análises, ele entendeu que ancorar seu partido firmemente à esquerda é justamente o que lhe permite governar.

No Reino Unido, o nome que aparece nessa conversa é Andy Burnham, prefeito de Manchester, que enfrenta pressões para proteger cerca de 4 milhões de trabalhadores da economia gig — pessoas que, segundo think tanks, ficam de fora de direitos básicos como licença parental, indenização por demissão e proteção contra dispensa injusta.

Enquanto isso, o noticiário europeu segue movimentado: a Espanha lidou com uma tentativa de entrada em massa em Ceuta, com a polícia marroquina prendendo 111 pessoas no fim de semana, e o Reino Unido se prepara para enfrentar uma nova crise no custo de vida, com a inflação puxada pelos preços de energia chegando perto de 3% em julho.

Tags: pedro sánchez, andy burnham, política europeia, esquerda, reino unido

Fonte: GUARDIAN_EUROPE

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