No domingo, drones ucranianos atingiram novamente depósitos da gigante varejista russa Wildberries em duas regiões da Rússia — Samara e Vladimir —, provocando incêndios em ambos os locais. Os ataques fazem parte de uma campanha iniciada em 18 de julho, que já mirou cerca de uma dúzia de instalações da empresa, considerada o equivalente russo da Amazon.
No total, os ataques ucranianos em solo russo mataram pelo menos nove pessoas no domingo. Três morreram na região de Udmurtia, outras três em Belgorod — incluindo uma criança atingida perto de um playground — e duas mais na cidade de Engels, na região de Saratov. Além disso, a Ucrânia afirmou ter atacado a refinaria de Saratov, a base aérea militar de Engels e um depósito de petróleo em Kaluga.
Do outro lado, ataques russos na Ucrânia mataram pelo menos cinco pessoas: duas no leste, na região de Dnipropetrovsk, uma em Zaporizhzhia, uma em Kherson e um funcionário dos Correios em Kharkiv, quando um terminal postal foi destruído. A Rússia também disse ter atacado o porto de Mykolaiv e um navio no Mar Negro.
Enquanto isso, uma missão naval da União Europeia liderada pela Itália abordou um petroleiro da chamada ‘frota fantasma’ russa perto da ilha siciliana de Pantelleria. O navio, o Toa Payoh, estava sob sanções da UE e havia trocado de registro para Camarões apenas na semana passada — uma manobra clássica para tentar driblar as restrições.
Foi a segunda operação desse tipo em menos de duas semanas, mostrando que a Europa está apertando o cerco sobre embarcações suspeitas de ajudar a Rússia a contornar as sanções ao petróleo. A tendência é que esse tipo de fiscalização marítima se intensifique nos próximos meses.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE