Nos últimos dois dias, drones ucranianos atacaram cerca de uma dúzia de petroleiros da chamada ‘frota sombra’ russa no Mar de Azov. Esses navios estavam levando combustível para a Crimeia, e pelo menos oito deles estavam sob sanções internacionais, cada um com capacidade de cerca de 7 mil toneladas.
Enquanto isso, a capital Kyiv foi alvo de um ataque de mísseis na madrugada de quarta-feira, causando incêndios e deixando pelo menos duas pessoas feridas — uma delas precisou de internação. O alerta aéreo durou cerca de uma hora. Mais cedo, a cidade portuária de Odesa, no sul do país, também foi atingida, com 10 pessoas feridas e oito hospitalizadas.
Os ataques desta semana se somam a uma ofensiva russa de segunda-feira que matou 30 pessoas em todo o território ucraniano, incluindo múltiplos mísseis que atingiram Kyiv. A guerra já está no quinto ano, e a Ucrânia segue tentando isolar a Crimeia, ocupada pela Rússia desde 2014.
No campo diplomático, o presidente Volodymyr Zelensky renovou o apelo para que a Ucrânia entre na Otan, argumentando que o país tem forças armadas experientes que reforçariam a aliança. Ele também anunciou acordos de tecnologia de drones com Dinamarca, Estônia e Países Baixos, em que a Ucrânia fornece projetos técnicos em troca de royalties, investimentos e equipamentos militares. Zelensky se encontrou com Donald Trump em Ancara na quarta-feira, e Trump afirmou que tanto Zelensky quanto Putin ‘querem chegar a um acordo’.
Numa frente diferente, o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia criticou a decisão do Comitê Olímpico Internacional de suspender as restrições ao Comitê Olímpico Russo, chamando a medida de ‘preocupante’. O governo ucraniano pediu que países anfitriões de competições mantenham a proibição de símbolos estatais russos, lembrando que ‘sob essa bandeira uma guerra não provocada continua na Ucrânia’.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE