Donald Trump teve uma ligação de uma hora e meia com Vladimir Putin no sábado, na qual se ofereceu para ajudar a encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia. O assessor do Kremlin Yuri Ushakov descreveu a conversa como “objetiva e bastante construtiva” e disse que Trump reafirmou sua disposição de trabalhar por um fim rápido aos combates. O contexto é a cúpula da Otan que acontece na Turquia na semana que vem, da qual Trump deve participar.
Zelenskyy também falou com Trump no mesmo dia e classificou a conversa como “muito boa”. O presidente ucraniano disse que há “uma perspectiva real de encerrar essa guerra” e que a posição dos Estados Unidos será decisiva. Os dois líderes combinaram de continuar as conversas durante o encontro da Otan. Já o Kremlin acusou Kiev e os aliados europeus de querer prolongar e até escalar o conflito, citando os ataques ucranianos a infraestrutura de petróleo na Rússia.
No campo de batalha, Moscou afirmou ter tomado a cidade estratégica de Kostyantynivka, no leste da Ucrânia, no Donetsk — uma praça-forte ucraniana que a Rússia tenta conquistar há meses. A Ucrânia negou categoricamente, com um porta-voz do exército garantindo que a cidade segue sob controle ucraniano. Zelenskyy chamou o anúncio russo de “mentira” e provocou Putin, dizendo que se a cidade fosse mesmo russa, não haveria problema em se encontrar lá para negociar a paz.
Enquanto isso, drones ucranianos atingiram um terminal de petróleo em São Petersburgo — cidade natal de Putin — além de um porto próximo à Finlândia. O complexo histórico de Peterhof também foi atingido, mas sem causar danos. A Rússia disse ter derrubado quase 500 drones e 10 mísseis ucranianos durante a noite, e prometeu retaliar. Os ataques ucranianos têm se intensificado nas últimas semanas em resposta a ofensivas russas, incluindo um ataque a Kiev que matou 30 pessoas.
A semana que vem promete ser movimentada: com a cúpula da Otan na Turquia se aproximando, as conversas diplomáticas devem ganhar mais espaço. Trump claramente quer aparecer como o grande mediador do conflito, mas as posições de Rússia e Ucrânia ainda estão bem distantes — e os ataques dos dois lados continuam sem parar.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE