Europa

Calor extremo na Europa: quando o verão vira inimigo da produtividade

A onda de calor que tomou conta do Reino Unido e boa parte da Europa ocidental em junho está causando muito mais do que desconforto — está virando um problema sério para quem precisa trabalhar. Escritórios sufocantes, obras perigosas e até fechamento de escolas fazem parte do cenário desta temporada de temperaturas recordes.

Monique Mosley, que trabalha numa fábrica de alimentos em Yorkshire, na Inglaterra, contou que já está acostumada ao calor do ambiente — afinal, produzem alimentos quentes e o termômetro costuma marcar quase 40°C por lá. Mas a onda de calor de junho foi além do suportável. Graças ao sindicato, a empresa passou a oferecer pausas extras, mas ela mesma admite que nem todo mundo tem essa sorte.

O problema vai além do desconforto pessoal. Economistas estão alertando que o calor extremo pode bater direto no crescimento econômico, já que trabalhadores em condições insalubres produzem menos — e em alguns casos correm riscos reais de desidratação, insolação e outros acidentes, especialmente em setores como a construção civil.

Essa situação acende um debate que cresce a cada verão europeu: a falta de regulamentação clara sobre temperatura máxima no ambiente de trabalho. Enquanto alguns países e empresas adotam medidas voluntárias, a proteção dos trabalhadores ainda depende muito de onde você trabalha e se tem um sindicato do seu lado.

Com as previsões climáticas indicando verões cada vez mais quentes na Europa, a pressão por regras mais rígidas de proteção ao trabalhador deve aumentar. O que era exceção está virando rotina — e governos e empresas vão ter que se adaptar mais rápido do que gostariam.

Tags: calor extremo, trabalho, economia, clima, reino unido

Fonte: GUARDIAN_EUROPE

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