As indústrias automotivas da União Europeia e do Reino Unido estão pedindo à Comissão Europeia que suspenda, pela segunda vez, as tarifas sobre importações de veículos elétricos. O argumento é que elas não conseguirão cumprir as condições exigidas para comercializar esses carros sem tarifas a partir de 1º de janeiro de 2027.
O problema está nas chamadas ‘regras de origem’: para que um carro elétrico seja negociado sem tarifa entre UE e Reino Unido, ele precisa atender a critérios rígidos sobre onde suas peças e componentes foram fabricados — especialmente as baterias. E aí que a coisa complica.
Essas regras foram estabelecidas no Acordo de Comércio e Cooperação UE-Reino Unido, que entrou em vigor em 2021 como parte do acordo do Brexit fechado em 2020. O objetivo original era justamente estimular a produção local de baterias na Europa e no Reino Unido, reduzindo a dependência de fornecedores asiáticos.
O setor, porém, diz que ainda não consegue atingir esses percentuais de produção local exigidos — e que forçar a aplicação das tarifas em 2027 poderia encarecer os carros elétricos e prejudicar as vendas num momento em que a transição para veículos elétricos já enfrenta desafios.
A bola agora está com a Comissão Europeia, que precisará decidir se aceita o pedido da indústria e adia novamente as tarifas. Fique de olho: essa negociação pode afetar diretamente o preço dos elétricos na Europa nos próximos anos.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE