Os armênios foram às urnas neste sábado em uma eleição que pode mudar os rumos do país de vez. Em jogo está a escolha entre continuar o caminho de aproximação com o Ocidente ou retomar os laços tradicionais com a Rússia.
O primeiro-ministro Nikol Pashinyan, do partido Civil Contract, entra na votação como favorito. Seus principais adversários são três candidatos da oposição que defendem uma reaproximação com Moscou — e que, juntos, representam a alternativa pró-Rússia no pleito.
O principal oponente de Pashinyan é Samvel Karapetyan, um bilionário armênio-russo que construiu boa parte de sua fortuna na Rússia. Detalhe curioso: ele foi obrigado a fazer toda a campanha eleitoral em prisão domiciliar, de dentro da sua mansão nos arredores de Yerevan.
A eleição é acompanhada de perto tanto pela União Europeia quanto pela Rússia, o que mostra o peso geopolítico do resultado. A Armênia vem dando sinais claros de querer se afastar da órbita russa nos últimos anos, e essa votação pode consolidar — ou reverter — essa virada.
Se Pashinyan vencer, a tendência é que a Armênia continue sua aproximação com a Europa. Uma vitória da oposição, por outro lado, poderia recolocar o país na esfera de influência de Moscou — e mudar bastante o mapa político da região.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE