Reino Unido

Andy Burnham pode aproximar o Reino Unido da Europa sem nem perceber

Andy Burnham acaba de se tornar o sétimo primeiro-ministro britânico que os líderes europeus precisam encarar em apenas uma década — tudo isso desde aquele referendo fatídico de 2016 que tirou o Reino Unido da União Europeia. Lá na Europa continental, ele ainda é praticamente um desconhecido.

O novo premiê, famoso por ser o ‘rei do norte’ da Inglaterra, está com a cabeça voltada para dentro de casa: descentralizar poderes para regiões e cidades e ampliar o controle do Estado em setores estratégicos. Política externa, por enquanto, não é prioridade na agenda dele.

Isso contrasta bastante com o estilo do seu antecessor, Keir Starmer, que viajava tanto que ganhou o apelido de ‘never here Keir’ — ou seja, nunca estava em casa. Starmer se dedicou a apoiar a Ucrânia, fortalecer laços com a Europa e a Otan, e tentar segurar os impulsos mais destrutivos de Donald Trump nas relações transatlânticas.

A análise é de Paul Taylor, pesquisador sênior visitante do European Policy Centre, que argumenta que, mesmo sem querer, os planos domésticos de Burnham podem acabar puxando o Reino Unido para uma relação mais próxima com a UE — quase que por consequência natural das políticas que ele quer implementar.

A expectativa é que Burnham logo perceba que uma aproximação com a Europa é algo difícil de evitar, independentemente das prioridades iniciais. O tempo dirá se o ‘rei do norte’ vai se transformar também em um interlocutor relevante para Bruxelas.

Tags: andy burnham, reino unido, união europeia, brexit, política externa

Fonte: GUARDIAN_EUROPE

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