O VAR foi criado com uma ideia bem bonita: acabar com os erros de arbitragem no futebol e garantir que a decisão certa sempre prevalecesse. A proposta era transformar os árbitros em uma espécie de autoridade iluminada, com a tecnologia do lado para não errar. Parecia perfeito no papel.
Mas depois desse verão de Copa do Mundo, o colunista Jesper Högström, do jornal sueco Dagens Nyheter, levanta uma dúvida incômoda: será que o sistema acabou fazendo o caminho inverso? A suspeita que fica é que o VAR, na prática, estaria beneficiando justamente quem trapaceia e quem intimida.
A crítica não é nova — desde que o VAR chegou ao futebol profissional, ele gerou polêmica. Decisões demoradas, lances revisados de forma inconsistente e a sensação de que a ‘justiça tecnológica’ às vezes parece mais arbitrária do que a arbitragem humana tradicional.
Se jogadores que simulam, que provocam e que usam de má-fé estão saindo ganhando com o sistema, aí temos um problema sério de credibilidade. O que era pra ser solução pode estar se tornando parte do problema.
A pergunta que Högström deixa no ar é filosófica, mas bem concreta: até onde a busca pela justiça pode ir antes de deixar de ser justa? É uma questão que o futebol — e quem manda nele — vai ter que responder.
Tags: var, copa do mundo, futebol, arbitragem
Fonte: DN_SE