Lá no oeste da Geórgia, entre as montanhas do Cáucaso, as plantações de chá estão ganhando vida de novo. Colhedoras como Pati percorrem os arbustos com agilidade, escolhendo só as folhinhas mais verdes e frescas de cada planta — um trabalho que ela conhece desde a adolescência.
Mas tem história por trás disso tudo: quando Pati começou a colher chá quando jovem, aquilo era uma fazenda coletiva soviética. Com o fim da União Soviética, tudo foi abandonado e os arbustos foram literalmente engolidos pela floresta ao redor.
Foi só nos anos 2010 que novos produtores começaram a abrir caminho no meio do mato e resgatar essas plantas. Ou seja, o que estava perdido no meio da mata virou matéria-prima de novo — e com potencial.
A indústria do chá georgiana havia entrado em colapso junto com a União Soviética, mas agora está de volta com uma proposta bem diferente: em vez de produção em massa, o foco é no mercado de luxo, apostando na qualidade e na história por trás de cada xícara.
A expectativa é que esse renascimento posicione a Geórgia como um nome relevante no mercado global de chás especiais. Com a combinação de tradição soviética, natureza exuberante e uma nova geração de produtores, o país parece disposto a reconquistar seu lugar na xícara do mundo.
Tags: chá, geórgia, mercado de luxo, história soviética
Fonte: GUARDIAN_EUROPE