A China apostou alto no futebol e queria se tornar uma potência mundial na modalidade. Mas, por enquanto, o país parece destinado a ficar nos bastidores — literalmente, fornecendo as câmeras do VAR para os grandes torneios.
O governo chinês investiu bilhões em infraestrutura, contratação de jogadores estrangeiros e desenvolvimento de base ao longo dos últimos anos. A ideia era simples: jogar dinheiro no problema até ele sumir. Só que com futebol não funciona bem assim.
Esse tipo de aposta grandiosa é comum em regimes autoritários, que adoram usar o esporte como vitrine de poder e prestígio nacional. O problema é que futebol de alto nível depende de cultura, paixão e desenvolvimento orgânico — coisas que não se compram com decreto.
O resultado até agora é frustrante para Pequim: a seleção chinesa segue longe de figurar entre as grandes do mundo, e os investimentos no futebol doméstico não se traduziram em desempenho nas competições internacionais. A imagem de potência esportiva que o regime queria projetar simplesmente não veio.
O caso chinês vira um exemplo interessante dos limites do poder autoritário: dá para construir estádios e comprar estrelas, mas não dá para fabricar uma cultura futebolística do zero. Por enquanto, a maior contribuição da China para o futebol mundial segue sendo tecnológica — as câmeras do VAR.
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Fonte: DN_SE