Jaime King foi um dos rostos mais famosos da estética ‘heroin chic’ que dominou a moda nos anos 90 — aquele visual de magreza extrema, olheiras fundas e aparência quase fantasmagórica que tomou conta das passarelas e revistas da época. O que muita gente não sabia é que, por trás das fotos, havia uma dependência química de verdade.
A modelo e atriz americana viveu na pele o que muitas imagens daquele período romantizavam: o uso de heroína era real na sua vida, não apenas uma referência estética. Décadas depois, King abriu o jogo sobre o custo pessoal enorme que aquela fase cobrou dela.
O ‘heroin chic’ chegou a ser criticado publicamente pelo então presidente Bill Clinton, que afirmou que a moda estava ‘glorificando a morte’. A declaração gerou polêmica na época e acendeu o debate sobre a responsabilidade da indústria fashion na saúde de modelos jovens.
A trajetória de Jaime King após aquele período foi marcada por uma longa tentativa de reconstrução — pessoal, profissional e de saúde. Ela seguiu carreira como atriz, mas o processo de se desvincular daquela imagem e daquele estilo de vida levou anos.
A história dela serve como um espelho para revisitar os anos 90 com olhos mais críticos: o que era vendido como estética cool tinha, muitas vezes, um preço humano alto demais. O caso de King é um lembrete de que por trás de cada imagem icônica existe uma pessoa real.
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Fonte: ELPAIS