Um terremoto devastou a Venezuela e, uma semana depois, o caos ainda domina a situação. Um dos símbolos mais bizarros disso é um McDonald’s que foi transformado em hospital improvisado para atender os feridos, enquanto a infraestrutura de saúde local não dá conta da demanda.
No porto de La Guaira, a situação é ainda mais pesada: centenas de corpos estão acumulados, esperando para ser identificados. As famílias enfrentam filas quilométricas nas ruas na esperança de reconhecer seus entes queridos.
Esse cenário de improviso e abandono marca os primeiros dias após o desastre. A falta de estrutura do governo para responder rapidamente à tragédia ficou escancarada diante do mundo, deixando a população à própria sorte em meio aos escombros.
O impacto humano é enorme: além dos mortos que aguardam identificação, há feridos sem atendimento adequado e famílias inteiras desabrigadas. A precariedade do sistema público venezuelano agravou ainda mais os efeitos já devastadores do tremor.
A expectativa agora é que chegue ajuda internacional para suprir o que o governo local não consegue oferecer. Por enquanto, o que se vê é uma população resiliente tentando se organizar por conta própria em meio a uma das piores crises humanitárias recentes do país.
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Fonte: ELPAIS