Volodymyr Zelenskyy foi às redes sociais no seu pronunciamento noturno de segunda-feira para zoar a Rússia, dizendo que Putin já marcou — e adiou — 15 prazos diferentes para capturar completamente as regiões de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson ao longo de mais de quatro anos de guerra. A provocação veio em resposta a Putin, que no domingo havia rejeitado uma suposta proposta ucraniana de cessar ataques de longo alcance e reduzir os combates.
Zelenskyy também cutucou o Kremlin pelo lado econômico: a Ucrânia vem atacando infraestrutura do setor de petróleo russo, e agora até a Rússia — famosa por ser uma grande produtora de combustível — está enfrentando filas em postos de gasolina. ‘Isso é uma consequência direta da guerra’, disse o presidente ucraniano, defendendo que a estratégia ucraniana é de ‘precisão, não terrorismo’.
Enquanto isso, a violência não dá trégua. Ataques russos nesta segunda-feira mataram pelo menos 10 pessoas e feriram dezenas em todo o país. Em Dnipro, um míssil matou seis pessoas e feriu 29. Em Zaporizhzhia, um drone russo acertou uma van de passageiros, matando três adultos e ferindo oito pessoas, incluindo uma criança de sete anos. Em Kharkiv, uma bomba planante matou uma jovem de 23 anos.
Na Rússia, um tribunal na cidade de Orenburg condenou três funcionários de um bar a penas de dois a sete anos de prisão por ‘participar da comunidade LGBT internacional’ — considerada organização extremista desde 2023. É o primeiro caso criminal desse tipo desde que Moscou adotou essa classificação, e o dono do estabelecimento ainda terá que pagar uma multa de 1 milhão de rublos (cerca de 13 mil dólares).
Para complicar ainda mais a situação na Ucrânia, a onda de calor que atinge a Europa — com temperaturas acima de 36°C — está sobrecarregando a rede elétrica ucraniana, já bastante prejudicada pelos ataques russos. A região de Rivne, no oeste do país, já decretou cortes emergenciais de energia, e outras cinco regiões alertaram moradores e empresas para se prepararem para apagões nos próximos dias.
Tags: guerra na ucrânia, zelenskyy, putin, donbas, energia
Fonte: GUARDIAN_EUROPE