França

CNews na mira do regulador francês: dono da Canal+ diz que é ‘decisão política’

A Arcom, reguladora de mídia da França, emitiu uma notificação formal contra a CNews, canal de notícias do grupo Canal+. Em resposta, Maxime Saada, presidente do grupo Canal+, saiu em defesa da emissora e classificou a decisão como puramente política.

Saada publicou um artigo de opinião no jornal Le Figaro criticando duramente a medida. Para ele, a notificação teria como objetivo ‘silenciar um canal que milhões de franceses escolhem livremente’ — ou seja, na visão dele, seria uma tentativa de calar uma voz que o público escolheu ouvir.

Tanto a CNews quanto o grupo Canal+ estão sob o guarda-chuva do empresário Vincent Bolloré, figura polêmica no mundo da mídia francesa e conhecida por sua influência editorial nos veículos que controla. Isso coloca o grupo frequentemente no centro de debates sobre pluralismo e liberdade de imprensa na França.

A notificação da Arcom é um instrumento regulatório sério: pode ser o primeiro passo para sanções mais pesadas caso o canal não corrija eventuais irregularidades apontadas pelo órgão. O fato de o próprio presidente do grupo responder publicamente mostra o peso que a medida tem para a empresa.

A briga entre a CNews e o regulador francês deve continuar nos próximos meses, com o canal provavelmente contestando a decisão. O episódio acende ainda mais o debate sobre os limites entre regulação da mídia e interferência na liberdade de expressão na França.

Tags: cnews, canal+, mídia francesa, arcom, liberdade de imprensa

Fonte: LEMONDE

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