A Justiça brasileira condenou a Volkswagen por ter escravizado trabalhadores em uma fazenda na Amazônia há cerca de 40 anos. A empresa foi obrigada a indenizar as vítimas dessa história que ficou enterrada por décadas.
A investigação que levou a montadora aos tribunais foi encabeçada por um padre católico, que reuniu provas ao longo de um trabalho árduo e persistente. Sem esse esforço, dificilmente o caso teria chegado à Justiça.
O episódio remonta a uma época em que grandes empresas operavam fazendas no interior do Brasil em condições análogas à escravidão, aproveitando a distância e a falta de fiscalização nas regiões mais remotas da Amazônia.
A condenação representa uma vitória importante para as vítimas e seus familiares, que finalmente verão alguma forma de reparação por crimes cometidos décadas atrás. A decisão também manda um recado claro para multinacionais sobre responsabilidade histórica.
O caso da Volkswagen pode abrir precedente para que outros trabalhadores que sofreram situações semelhantes no passado busquem reparação na Justiça, colocando em xeque práticas que por muito tempo ficaram impunes no Brasil.
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Fonte: ELPAIS