A gente vive num momento que o primeiro-ministro canadense Mark Carney chamou de “ruptura global” — um mundo onde parece que vale a lei do mais forte, o direito internacional virou letra morta e as organizações multilaterais perderam o fio. Guerras como a da Rússia na Ucrânia, o conflito em Gaza e os ataques dos EUA e Israel ao Irã e ao Líbano parecem confirmar esse cenário sombrio.
Mas a colunista Nathalie Tocci, do The Guardian, argumenta que, olhando de perto, esses mesmos conflitos dão pistas mais animadoras do que parecem. Segundo ela, os acontecimentos na Ucrânia e no Irã mostram que as superpotências militares não estão conseguindo tudo o que querem.
No caso da Ucrânia, a Rússia era vista como uma força avassaladora que rapidamente dominaria um país menor e mais fraco. Mesmo quando a guerra virou um longo impasse, a maioria apostava que a Ucrânia estava condenada a perder. Só que essa narrativa começou a mudar.
A ideia central do artigo é que, apesar do pessimismo generalizado, há sinais de que a ordem internacional baseada em regras ainda tem fôlego — e que os poderosos não estão tendo tudo no seu caminho como se esperava.
O texto é parte de uma análise mais ampla sobre o futuro do direito internacional num momento de crise profunda. A expectativa é que esse debate ganhe cada vez mais espaço, especialmente enquanto os conflitos em curso continuam sem resolução clara à vista.
Tags: direito internacional, ucrânia, geopolítica, ordem mundial
Fonte: GUARDIAN_EUROPE