A monarquia da Noruega está passando por um momento bem turbulento. A princesa herdeira Mette-Marit acaba de se recuperar de um transplante de pulmão bem-sucedido, após uma piora grave na sua fibrose pulmonar — e a notícia gerou uma onda de solidariedade no país, com até aumento no cadastro de doadores de órgãos.
Mas não é só a saúde da princesa que está abalando a família real. Marius Borg Høiby, filho de Mette-Marit de um relacionamento anterior, foi condenado esta semana por crimes graves de natureza sexual. A sentença caiu como uma bomba para a imagem da coroa norueguesa.
Soma-se a isso o fato de que Mette-Marit já havia sido envolvida em polêmica por suas conexões com Jeffrey Epstein, o financista americano condenado por tráfico sexual. Esse histórico deixou marcas na reputação da família real e foi um dos primeiros sinais de que a imagem impecável da monarquia tinha rachaduras.
O grande problema, segundo analistas, não é nenhum episódio isolado — é a erosão da confiança pública, que sempre foi o principal ativo da monarquia norueguesa. Uma série de erros considerados autoinfligidos foi minando esse capital ao longo do tempo.
A questão agora é saber se a instituição consegue se recuperar. O transplante de pulmão trouxe um momento de empatia e união, mas os escândalos em torno da família deixaram claro que a monarquia norueguesa vai precisar de muito mais do que boa vontade para reconquistar a confiança do seu povo.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE