A mídia iraniana está comemorando o que chama de vitória sobre os Estados Unidos, afirmando que o ‘inimigo americano foi forçado a assinar um acordo para encerrar a guerra’. E segundo o colunista Ingmar Nevéus, do Dagens Nyheter, eles não estão exagerando.
O ponto central da crítica é que Donald Trump, que se autoproclama um negociador genial, cometeu justamente o erro que nenhum negociador pode cometer: demonstrou desespero. Quando a outra parte percebe que você precisa do acordo a qualquer custo, o poder de barganha vai embora.
O resultado, na avaliação do colunista, é um acordo que, pelo que tudo indica, beneficia muito mais o Irã do que os Estados Unidos. Os detalhes exatos do texto ainda estão sendo analisados, mas o tom da cobertura iraniana já diz bastante sobre quem saiu satisfeito da mesa.
Essa situação é especialmente delicada porque os EUA vinham mantendo uma postura de pressão máxima sobre o Irã, com sanções pesadas e retórica dura. Um acordo percebido como fraco pode enfraquecer essa estratégia e o prestígio americano na região.
A grande questão agora é como o Congresso americano e os aliados dos EUA vão reagir ao conteúdo do acordo. Se a percepção de que o Irã levou a melhor se consolidar, a pressão sobre Trump deve aumentar bastante nos próximos dias.
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Fonte: DN_SE