No 1.670º dia de guerra, a Ucrânia veio a público denunciar uma jogada da Rússia que irritou muita gente: Moscou incluiu as regiões ucranianas anexadas ilegalmente no processo eleitoral para o parlamento russo. Para Kyiv, a medida é completamente ilegal e não tem validade nenhuma.
A Comissão Europeia também não ficou calada e classificou a iniciativa como ‘mais uma violação flagrante do direito internacional’. Ou seja, não é só a Ucrânia reclamando — o bloco europeu está na mesma página e condena formalmente o que a Rússia está fazendo nessas eleições parlamentares.
Para entender o tamanho da polêmica: a Rússia anexou partes do território ucraniano — como Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson — em movimentos que a comunidade internacional em sua maioria não reconhece como legítimos. Incluir essas regiões em eleições russas é, na prática, tratar terra ucraniana como se fosse russa.
O impacto simbólico e político é grande. Ao realizar eleições nesses territórios, a Rússia tenta consolidar sua narrativa de que essas regiões fazem parte do país — o que complica ainda mais qualquer negociação futura de paz e aumenta a tensão diplomática com o Ocidente.
A tendência é que esse episódio esquente ainda mais o debate nas capitais europeias sobre como responder à Rússia. Com a guerra já passando dos quatro anos e meio, cada movimento russo que desafia o direito internacional coloca mais pressão sobre aliados ocidentais para manterem — ou até reforçarem — o apoio à Ucrânia.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE