O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, confirmou nas primeiras horas de segunda-feira um acordo para o fim imediato do conflito entre EUA e Irã. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, também anunciou o acordo no domingo, dizendo que ambos os lados vão declarar a ‘cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes’.
O Líbano também estaria incluído no pacto de paz, que seria assinado formalmente na sexta-feira. Mediadores do Catar viajaram a Teerã no domingo para fechar os termos de um memorando de entendimento (MOU), segundo fontes regionais.
Mas a festa começou antes da hora: já apareceram divergências sobre o que exatamente foi acordado. O senador republicano Lindsey Graham disse estar satisfeito com a notícia do MOU, mas admitiu preocupação: ‘A visão do Irã sobre o acordo parece diferente do que a equipe de negociação americana está afirmando.’
Além disso, há dúvidas sobre se Israel vai parar seus ataques contra o Hezbollah no Líbano. Para complicar ainda mais, os linha-dura iranianos estão fazendo pressão contra o acordo, vendo-o como uma capitulação aos Estados Unidos.
O Estreito de Ormuz, rota vital para o petróleo mundial, também está no centro da incerteza: Trump fala em ‘abertura livre de pedágios’, mas a mídia estatal iraniana sugere que o controle poderia ficar sob ‘arranjos iranianos’. O que esse acordo vai significar na prática ainda está longe de ser claro.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE