Volodymyr Zelensky confirmou que a Ucrânia só vai parar de atacar alvos energéticos russos se a Rússia fizer o mesmo e os Estados Unidos garantirem o acordo. A declaração veio logo depois de Donald Trump afirmar, sem apresentar provas, que os dois lados já tinham combinado esse cessar-fogo — o que nem Ucrânia nem Rússia confirmaram.
Zelensky deixou claro que, por enquanto, ninguém viu nenhum sinal real de que Moscou quer acabar com a guerra. Para ele, a Rússia precisaria parar de atacar a infraestrutura crítica ucraniana antes de qualquer coisa ser levada a sério. Só aí a Ucrânia tomaria suas próprias medidas de desescalada.
O contexto é tenso: Trump também tentou culpar os ataques ucranianos a refinarias russas pela falta de diesel e pelos preços altos. Mas a principal causa do problema, segundo especialistas, é a própria guerra de Trump contra o Irã, que bagunçou o comércio de petróleo no Oriente Médio. A Rússia chegou a proibir exportações de diesel para tentar resolver a escassez interna causada pelos ataques ucranianos.
Enquanto isso, outros episódios agitaram a semana: um caça da Otan derrubou um drone na Lituânia, perto de Kaunas, que provavelmente veio da Belarus; um ataque russo a um armazém agrícola em Pryluky, no norte da Ucrânia, matou três pessoas e feriu outras sete; e um membro das forças armadas britânicas morreu num acidente de carro na Ucrânia no sábado, sem envolvimento de ação hostil. Na Alemanha, uma mulher germano-ucraniana foi indiciada por espionagem a serviço da inteligência russa.
Na frente interna ucraniana, Zelensky demitiu formalmente o procurador-geral Ruslan Kravchenko, cujo escritório estava no centro de um escândalo de corrupção. Investigadores anticorrupção disseram ter descoberto uma rede que recebia pagamentos para proteger centrais de fraude telefônica. Kravchenko, que nega tudo, já está fora da Ucrânia e entrou na Justiça contra o chefe do órgão anticorrupção.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE