O presidente francês Emmanuel Macron tem falado abertamente sobre a possibilidade de compartilhar a capacidade nuclear da França com outros países europeus, como a Suécia. Mas essa promessa pode ter prazo de validade bem curto.
O problema é que quatro em cada dez franceses não estão convencidos de que é uma boa ideia dividir o poder de dissuasão nuclear do país com os vizinhos europeus. Ou seja, nem dentro da própria França há consenso sobre o assunto.
E tem mais: o ano que vem tem eleição presidencial na França, e Marine Le Pen aparece como favorita nas pesquisas. Ela representa uma visão bem diferente da de Macron sobre o papel da França na Europa e na OTAN.
Aí fica a grande dúvida: o quanto valem as promessas de Macron sobre cooperação nuclear se ele não for mais presidente? Um novo governo com Le Pen poderia simplesmente ignorar tudo o que foi dito até agora.
É uma questão que preocupa aliados europeus que contam com a França como pilar de segurança no continente. O futuro da política nuclear francesa pode mudar bastante dependendo do resultado das urnas em 2026.
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Fonte: DN_SE