Um mapeamento feito pela emissora sueca SVT revelou que o autodenominado ativista da eutanásia Steinar Wangen, norueguês de 55 anos, entrou em contato com pelo menos 50 pessoas em seis grupos diferentes do Facebook. Entre elas estava Sarimaria Anderberg, moradora de Svalöv, na Suécia, cujo marido tem ALS.
Wangen abordou essas pessoas oferecendo ajuda para morrer, buscando contato diretamente com famílias que estavam passando por situações de doença grave. O caso de Sarimaria chamou atenção porque ela foi contatada justamente num momento de extrema vulnerabilidade, enquanto cuidava do marido doente.
A eutanásia e o suicídio assistido são temas polêmicos e, na Suécia, não são permitidos por lei. Grupos de apoio a pacientes com doenças graves nas redes sociais acabam reunindo pessoas em situações emocionalmente delicadas, o que torna esse tipo de abordagem ainda mais preocupante.
Sarimaria disse à SVT que ficou chocada com o contato e questionou o que poderia ter acontecido se ela estivesse em um estado emocional mais frágil. ‘E se eu tivesse instável de alguma forma?’, ela perguntou, destacando o risco que esse tipo de abordagem representa para pessoas vulneráveis.
O caso levanta questões sérias sobre como ativistas radicais podem usar redes sociais para chegar a pessoas em crise. A SVT não detalhou se Wangen enfrenta consequências legais, mas a reportagem acende um alerta sobre a fiscalização desse tipo de atividade online.
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Fonte: SVT_NYHETER